Palavras?....
Personalidade
« Cada ser humano é único »
Quantas palavras seriam necessárias para definir tudo o que os nossos sentimentos,
Por vezes querem exprimir!...
Quantas formas de atitudes necessitaria-mos para expressar o quanto vai em nós?...
Se tudo fosse como deveria de ser certamente estaria bem latente tudo isso.
Mas como tudo que deveria de ser, e. Esse não existe., sempre nos é difícil ser-mos nós.
Quanta ignorância, nos envolta, nos rodeia e nos faz com isso sofrer.
Aquele sofrimento calado para não ofender quem de nós, se aproxima.
Temos por vezes a sensação de que estamos sendo usados abusados e mesmo gozados .
Mas será só sensação?...
Creio que não.
Tudo se resume a uma única coisa interesse, que coisa mais repugnante.
Somos conduzidos pelo sentimento nobre, verdadeiro, puro ,e, de repente.
Pum, cai a verdade e vê-mos o quanto nos fizeram de mal, tanto que é inexplicável.
Certamente alguém por ai dirá que palavras mais depravadas, e muito mais, ainda dirão.
Mas o certo é que estas palavras nada disso têm, embora pareça.
Este sentimento do << eu >>, tão poderoso em cada um de nós que nenhuma confusão é possível, esta noção da nossa identidade através de todas as flutuações da nossa personalidade, constituem precisamente a nossa pessoa. Um estudo atento de nós próprios e das pessoas que nos cerquem, até um exame minucioso dos indivíduos cuja mentalidade soçobrou no decurso de grave doença nervosa ou psíquica, mostram que este sentimento do << eu >> é uma certeza profunda fixada e que a existência e posse desta « personalidade ou pessoas » são o mais precioso de todos os tesouros, o mais apreciado por todos.
Não é de surpreender, portanto, que se façam as mais graves e, por vezes, as mais trágicas perguntas científicas , filosóficas, morais e religiosas, a respeito desta « pessoa ». Que será ela? Donde virá ela? Em que se tornará quando cessar de existir? Todas estas perguntas merecem estudo, porque temos necessidade absoluta de as compreender, se quisermos alcançar o sentido profundo da vida. Vamos deixá-las aqui de lado para abordar as seguintes: Esta «pessoa» que eu sou será integralmente o «eu»? Serei eu na verdade «eu» mesmo? Ou, pelo contrário, certas influências deformadoras, certos factores destruidores, teriam podido fazer de mim, desde o meu nascimento, um ser diferente do que seria se não os tivesse sofrido?
É verdade que a pessoa profunda nunca se desliga por completo da personagem que a envolve. Teremos sempre de nos submeter, pelo menos momentaneamente e no interesse de outros mais do que no nosso, às conveniências, aos costumes, ao género de vida da nossa sociedade, pelo menos no que eles tenham de conforme aos grandes princípios da vida moral. Além disto, temos de tomar atenção em revestir essa pessoa profunda com o vestuário, isso é com a personagem, que lhe convenha, que com ela se harmonize.
Francisco Anjos

Do Melhor
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